Quais os critérios para que uma organização social possa fazer parte do E-Solidário?


Com frequência as pessoas que se associam ao E-Solidário nos fazem estas perguntas: existe algum critério para fazer parte da Rede como organização social? As organizações sociais cadastradas no E-Solidário realmente existem e realizam aquilo a que se propõe?

Ao longo dos anos fomos descobrindo e aprendendo formas de evitar fraudes nos cadastros, para que pudéssemos focar nossa ajuda naqueles que realmente precisam. Neste artigo vamos falar um pouco sobre como funciona o processo de validação das organizações que se inscrevem na nossa Rede.

Trecho da página de cadastro de organização social no site do E-Solidário

Inscrever-se como organização social na Rede E-Solidário é relativamente simples, basta acessar nosso site e preencher o formulário de cadastro. Mas nem toda organização tem seu cadastro aprovado. Antes disso, eles passam por uma avaliação, feita pelos nossos parceiros do IFPS. Mas quais seriam os critérios para aprovação da entrada de uma organização social na nossa Rede? E por que essa análise é tão importante?

Nossa primeira preocupação é saber se a organização realmente existe. Para isso verificamos se o endereço no cadastro equivale a algum endereço existente. Também checamos o local, através das fotos que a organização coloca no formulário. Se ela já possuir CNPJ, verificamos esse número também.

Texto descritivo da missão de uma das organizações sociais do E-SolidárioEm seguida focamos nossa atenção no propósito da organização. Para nós é muito importante que a organização não faça um trabalho meramente assistencialista. Ela precisa de fato ter a vontade de causar um impacto na comunidade que assiste e realizar uma mudança real na sociedade e na vida dos seus beneficiados.

Outro ponto que avaliamos é a frequência e o local de atendimento da organização social. Seus beneficiados são assistidos todos os dias? Só durante a semana? Três vezes por semana? Existe um ponto fixo de atendimento? Caso a organização faça trabalhos muito esporádicos e não possua um ponto de atendimento, ela pode ter seu cadastro negado. Agimos assim, porque acreditamos que ações pontuais são, sim, importantes, mas preferimos ajudar quem está preocupado em realizar ações contínuas e duradouras.

Professora dá aula para duas criançasVerificamos também se as fotos que a organização adicionou ao seu cadastro equivalem às atividades e à missão que a organização se propõe a realizar e se seus pedidos de doação também estão de acordo com seus projetos sociais e propósitos.

Po último, ligamos para o telefone da organização social e conversamos um pouco com seus responsáveis, para entender e conhecer melhor a organização, seus objetivos e seu trabalho social.

Caso encontremos algum item do cadastro que não esteja em conformidade com os pontos citados acima, pedimos para que seus responsáveis atualizem e preencham o formulário corretamente. Infelizmente muitas organizações simplesmente não corrigem seus dados no formulário e tem seu cadastro negado nesta etapa.

É seguindo esse roteiro, que tentamos garantir que as organizações que estamos assistindo são aquelas que, de fato, precisam de ajuda e que, verdadeiramente, estão comprometidas com seus trabalhos sociais e preocupadas em construir um mundo melhor.

Não é um processo fácil e os critérios usados também não são definitivos. Vamos aprendendo e nos readaptando a cada novo cadastro, tentando, desta forma, manter nossa corrente de solidariedade crescendo da forma mais justa possível.

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